Margem consignável é o limite de quanto da sua renda pode ser comprometido, por mês, com parcelas de empréstimo descontadas direto na folha. A soma de todas as suas parcelas de consignado não pode passar desse limite — é uma regra que existe para proteger você, garantindo que sempre sobre uma parte do salário ou benefício para viver. O percentual muda conforme a sua fonte de renda. Para aposentados e pensionistas do INSS, o total não pode passar de 45%: 35% para o empréstimo, 5% para o cartão de crédito consignado e 5% para o cartão benefício — cada fatia é fixa, e quem não tem cartão continua com 35% para o empréstimo. Quem recebe BPC/LOAS tem limite menor: 35% no total — 30% para o empréstimo e 5% para um cartão. Antes de contratar, o primeiro passo é sempre consultar quanto da sua margem ainda está livre.
Principais pontos
- Margem consignável é o teto de desconto em folha por mês — as parcelas somadas não podem ultrapassá-la.
- No INSS, o total não passa de 45% — 35% para o empréstimo, 5% para o cartão de crédito consignado e 5% para o cartão benefício, em fatias fixas.
- No BPC/LOAS o limite é menor: 35% no total — 30% para o empréstimo e 5% para o cartão.
- Servidor público varia por convênio; no CLT, o limite é de 35% do salário.
- Ela existe para te proteger — sempre tem que sobrar parte da renda para viver.
- Se a sua margem está cheia, dá para liberar espaço com portabilidade ou um Check-Up dos seus contratos.
Se existe uma palavra que decide se você pode ou não contratar um consignado — e de quanto —, é essa: margem. Ela é o primeiro número que a gente olha antes de qualquer simulação. Neste guia, você entende o que é a margem consignável, de quanto é a sua e como calcular, com exemplo.
O que é margem consignável
Margem consignável é o limite máximo da sua renda que pode ser comprometido, por mês, com parcelas descontadas direto na folha de pagamento. Em outras palavras: é o quanto do seu salário ou benefício pode ir para pagar empréstimo consignado antes de o dinheiro cair na sua conta.
A regra é simples: a soma de todas as suas parcelas de consignado não pode ultrapassar essa margem. Se você já tem contratos ativos, o que sobra da margem é o que você ainda pode usar.
Por que a margem existe
A margem não é um obstáculo — ela é uma proteção sua. O objetivo é garantir que, por mais crédito que você contrate, sempre sobre uma parte da renda para pagar as contas do dia a dia e viver com tranquilidade.
É por isso que ela é definida em lei e controlada pelo seu convênio (INSS, órgão público, empresa). Ninguém pode te vender um empréstimo que estoure esse teto.
De quanto é a sua margem
O percentual muda conforme a sua fonte de renda:
- INSS (aposentados e pensionistas): total de 45% — 35% para o empréstimo, 5% para o cartão de crédito consignado e 5% para o cartão benefício, em fatias fixas: a fatia de um cartão que você não tem não vira margem de empréstimo. Entre maio e agosto de 2026 esse limite foi de 40%, por força de uma medida provisória que perdeu a validade — veja o que mudou e o que fazer se a sua margem apareceu como extrapolada.
- Servidores federais (SIAPE): total de 45% — 35% para o empréstimo, 5% para o cartão de crédito consignado e 5% para o cartão benefício, em fatias fixas.
- BPC/LOAS: total de 35% — 30% para o empréstimo e 5% para um cartão consignado (Lei nº 14.601/2023). Como o benefício é de um salário mínimo (R$ 1.621 em 2026), o desconto total não passa de R$ 567,35 por mês — e a parcela do empréstimo, de R$ 486,30.
- Prefeitura de São Paulo (PMSP): total de 45% — 35% para o empréstimo e 10% para o cartão de benefício.
- Governo do Estado de São Paulo: total de 55% — 35% para o empréstimo, 5% para o cartão consignado e 15% para o cartão de benefício.
- Trabalhadores CLT (setor privado): em geral, 35% do salário.
Outros órgãos (Prefeitura de Guarulhos, TJSP, Polícia Militar, Forças Armadas, Governo do RJ e mais) têm regras próprias. Consulte a margem do seu convênio — ou fale com a gente que verificamos para você.
Importante: esses percentuais são o teto geral. O que interessa na prática é a sua margem disponível — o quanto ainda está livre depois dos contratos que você já tem.
Como calcular a sua margem (exemplo)
Vamos a um exemplo simples, com um aposentado do INSS que recebe R$ 2.000 por mês:
- Empréstimo consignado (35%): até R$ 700 por mês em parcelas.
- Cartão de crédito consignado (5%): até R$ 100.
- Cartão benefício (5%): até R$ 100.
- Total comprometido (45%): até R$ 900.
Ou seja, a parcela de um novo empréstimo consignado desse aposentado não pode passar de R$ 700 por mês. Se ele já tiver um contrato com parcela de R$ 300, a margem livre para o empréstimo é de R$ 400. E se ele não tiver cartão nenhum, os R$ 200 das fatias dos cartões não vão para o empréstimo — o teto do empréstimo continua sendo R$ 700.
A partir da parcela máxima, o valor que você consegue tomar emprestado depende do prazo e da taxa — quanto maior o prazo, maior o valor para a mesma parcela. É exatamente isso que uma simulação calcula.
Como consultar a sua margem disponível
- INSS: pelo aplicativo ou site Meu INSS, no extrato de empréstimos consignados.
- Servidor público: no portal do consignado do seu órgão (cada um tem o seu).
- Com a gente: se preferir não se perder nos portais, a gente consulta junto com você e já mostra quanto dá para contratar sem estourar a margem — de graça e sem compromisso.
Margem cheia? Você ainda tem saída
Descobriu que a sua margem já está toda usada? Calma — isso não quer dizer que acabou. Existem dois caminhos comuns:
- Portabilidade: transferir um contrato caro para outro banco com juros menores. A parcela cai, e isso pode liberar margem para uma nova operação.
- Check-Up dos contratos: uma revisão dos seus empréstimos atuais para encontrar onde dá para economizar e abrir espaço.
Muita gente contrata mais caro do que precisa simplesmente por não saber que dá para reorganizar o que já tem.
Cuidados na hora de usar a sua margem
- Não comprometa 100% da margem de uma vez. Deixe uma folga para imprevistos.
- Confira a taxa e o CET (Custo Efetivo Total) por escrito antes de assinar.
- Nunca pague nada adiantado para "liberar margem" ou "aprovar" um empréstimo — isso é golpe.
- Desconfie de quem promete valor muito acima do que a sua margem permite.
Usar a sua margem com consciência — e com quem é correspondente bancário autorizado — é o que transforma o consignado no crédito mais barato e seguro que você pode ter.
Perguntas frequentes
De quanto é a margem consignável do INSS?
Para aposentados e pensionistas do INSS, o total não pode passar de 45%. A regra é 35% para o empréstimo, 5% para o cartão de crédito consignado e 5% para o cartão benefício. As fatias são fixas — a margem que o cartão não usa não vira margem de empréstimo. Vale sempre confirmar o valor disponível antes de contratar, porque parte pode já estar comprometida.
De quanto é a margem de quem recebe BPC/LOAS?
É de 35% no total — menor que a do INSS. Desse limite, 30% ficam para a parcela do empréstimo e 5% para um cartão consignado (Lei nº 14.601/2023). Como o BPC é de um salário mínimo (R$ 1.621 em 2026), o desconto total não passa de R$ 567,35 por mês, e a parcela do empréstimo, de R$ 486,30.
Como faço para consultar a minha margem disponível?
Quem é do INSS pode ver pelo aplicativo ou site Meu INSS, no extrato de empréstimos. Servidores consultam no portal do consignado do seu órgão. Se preferir, a gente consulta com você e já mostra quanto dá para contratar sem estourar a margem.
O que acontece se a minha margem já estiver toda usada?
Não significa que você está sem saída. Muitas vezes dá para fazer a portabilidade de um contrato caro para um mais barato — o que reduz a parcela e libera margem — ou um Check-Up dos seus contratos para encontrar espaço. Contratar acima da margem não é permitido.
Cartão consignado também usa a margem?
Sim. No INSS, dentro do limite de 45%, há 5% reservados para o cartão de crédito consignado e 5% para o cartão benefício. Essas fatias são só dos cartões — quem não tem cartão não usa esses 10% em empréstimo. Em outros convênios, esses percentuais mudam.
A margem é sobre o valor bruto ou líquido?
O cálculo usa a sua renda de referência conforme as regras do convênio (para o INSS, o valor do benefício). Como há descontos e particularidades de cada órgão, o mais seguro é consultar a margem oficial antes de fechar qualquer contrato.
📚 Fontes oficiais consultadas
- Lei nº 10.820/2003 — desconto em folha (consignação)consultado em 12/07/2026
- INSS — Empréstimo consignado (gov.br)consultado em 12/07/2026
- Meu INSS — consulta de margem e contratosconsultado em 12/07/2026
- Lei nº 14.601/2023 — consignado para beneficiários do BPC/LOASconsultado em 05/08/2026
🕐 Histórico de atualizações
- 05/09/2026 — margem dos servidores federais (SIAPE) corrigida para 45% em fatias fixas (35% empréstimo + 5% cartão de crédito consignado + 5% cartão benefício), conforme confirmado no balcão; o texto dizia 40%.
- 03/09/2026 — a MP 1.355/2026 perdeu a eficácia no fim de agosto e a margem do INSS voltou a 45%, em fatias fixas (35% empréstimo + 5% cartão de crédito consignado + 5% cartão benefício); BPC/LOAS 30% + 5%; exemplo numérico refeito; link para o guia da volta aos 45%.
- 22/08/2026 — regra do INSS atualizada pela MP 1.355/2026 — 35% de empréstimo + 5% para um cartão, ou 40% direto no empréstimo sem cartão (era 30% + 5% + 5%); BPC/LOAS com a mesma lógica (30% + 5% ou 35% direto); exemplo numérico refeito; link para o guia da margem extrapolada.
- 12/07/2026 — publicação original.
- 05/08/2026 — correção da margem do BPC/LOAS — 35% (30% empréstimo + 5% cartão), conforme a Lei nº 14.601/2023, e não 40%.
Armazém do Crédito · correspondente bancário autorizado desde 2002, no Centro de SP. · Nossa política editorial
Veja também: Tudo sobre crédito consignado.


