Margem consignável é o limite de quanto da sua renda pode ser comprometido, por mês, com parcelas de empréstimo descontadas direto na folha. A soma de todas as suas parcelas de consignado não pode passar desse limite — é uma regra que existe para proteger você, garantindo que sempre sobre uma parte do salário ou benefício para viver. O percentual muda conforme a sua fonte de renda. Para aposentados e pensionistas do INSS, o total não pode passar de 40%, dividido entre o empréstimo e os dois cartões consignados. Na prática, se você usa os dois cartões (5% para o cartão de crédito e 5% para o cartão de benefício), o empréstimo fica com 30%. Quem recebe BPC/LOAS também tem o limite de 40%. Antes de contratar, o primeiro passo é sempre consultar quanto da sua margem ainda está livre.
Principais pontos
- Margem consignável é o teto de desconto em folha por mês — as parcelas somadas não podem ultrapassá-la.
- No INSS (e no BPC/LOAS), o total não passa de 40%. Com os dois cartões consignados (5% cada), o empréstimo fica com 30%.
- Servidor público varia por convênio; no CLT, o limite é de 35% do salário.
- Ela existe para te proteger — sempre tem que sobrar parte da renda para viver.
- Se a sua margem está cheia, dá para liberar espaço com portabilidade ou um Check-Up dos seus contratos.
Se existe uma palavra que decide se você pode ou não contratar um consignado — e de quanto —, é essa: margem. Ela é o primeiro número que a gente olha antes de qualquer simulação. Neste guia, você entende o que é a margem consignável, de quanto é a sua e como calcular, com exemplo.
O que é margem consignável
Margem consignável é o limite máximo da sua renda que pode ser comprometido, por mês, com parcelas descontadas direto na folha de pagamento. Em outras palavras: é o quanto do seu salário ou benefício pode ir para pagar empréstimo consignado antes de o dinheiro cair na sua conta.
A regra é simples: a soma de todas as suas parcelas de consignado não pode ultrapassar essa margem. Se você já tem contratos ativos, o que sobra da margem é o que você ainda pode usar.
Por que a margem existe
A margem não é um obstáculo — ela é uma proteção sua. O objetivo é garantir que, por mais crédito que você contrate, sempre sobre uma parte da renda para pagar as contas do dia a dia e viver com tranquilidade.
É por isso que ela é definida em lei e controlada pelo seu convênio (INSS, órgão público, empresa). Ninguém pode te vender um empréstimo que estoure esse teto.
De quanto é a sua margem
O percentual muda conforme a sua fonte de renda:
- INSS (aposentados e pensionistas): total de 40% — quem usa os dois cartões consignados fica com 30% para o empréstimo, mais 5% para o cartão de crédito e 5% para o cartão de benefício.
- Servidores federais (SIAPE): mesma regra do INSS — total de 40% (30% + 5% + 5%).
- BPC/LOAS: total de 40%, com regras próprias que preservam o benefício (que costuma ser de um salário mínimo).
- Prefeitura de São Paulo (PMSP): total de 45% — 35% para o empréstimo e 10% para o cartão de benefício.
- Governo do Estado de São Paulo: total de 55% — 35% para o empréstimo, 5% para o cartão consignado e 15% para o cartão de benefício.
- Trabalhadores CLT (setor privado): em geral, 35% do salário.
Outros órgãos (Prefeitura de Guarulhos, TJSP, Polícia Militar, Forças Armadas, Governo do RJ e mais) têm regras próprias. Consulte a margem do seu convênio — ou fale com a gente que verificamos para você.
Importante: esses percentuais são o teto geral. O que interessa na prática é a sua margem disponível — o quanto ainda está livre depois dos contratos que você já tem.
Como calcular a sua margem (exemplo)
Vamos a um exemplo simples, com um aposentado do INSS que recebe R$ 2.000 por mês e usa os dois cartões consignados:
- Empréstimo consignado (30%): até R$ 600 por mês em parcelas.
- Cartão de crédito consignado (5%): até R$ 100.
- Cartão de benefício consignado (5%): até R$ 100.
- Total comprometido (40%): até R$ 800.
Ou seja, a parcela de um novo empréstimo consignado desse aposentado não pode passar de R$ 600 por mês. Se ele já tiver um contrato com parcela de R$ 300, a margem livre para o empréstimo é de R$ 300.
A partir da parcela máxima, o valor que você consegue tomar emprestado depende do prazo e da taxa — quanto maior o prazo, maior o valor para a mesma parcela. É exatamente isso que uma simulação calcula.
Como consultar a sua margem disponível
- INSS: pelo aplicativo ou site Meu INSS, no extrato de empréstimos consignados.
- Servidor público: no portal do consignado do seu órgão (cada um tem o seu).
- Com a gente: se preferir não se perder nos portais, a gente consulta junto com você e já mostra quanto dá para contratar sem estourar a margem — de graça e sem compromisso.
Margem cheia? Você ainda tem saída
Descobriu que a sua margem já está toda usada? Calma — isso não quer dizer que acabou. Existem dois caminhos comuns:
- Portabilidade: transferir um contrato caro para outro banco com juros menores. A parcela cai, e isso pode liberar margem para uma nova operação.
- Check-Up dos contratos: uma revisão dos seus empréstimos atuais para encontrar onde dá para economizar e abrir espaço.
Muita gente contrata mais caro do que precisa simplesmente por não saber que dá para reorganizar o que já tem.
Cuidados na hora de usar a sua margem
- Não comprometa 100% da margem de uma vez. Deixe uma folga para imprevistos.
- Confira a taxa e o CET (Custo Efetivo Total) por escrito antes de assinar.
- Nunca pague nada adiantado para "liberar margem" ou "aprovar" um empréstimo — isso é golpe.
- Desconfie de quem promete valor muito acima do que a sua margem permite.
Usar a sua margem com consciência — e com quem é correspondente bancário autorizado — é o que transforma o consignado no crédito mais barato e seguro que você pode ter.
Perguntas frequentes
De quanto é a margem consignável do INSS?
Para aposentados e pensionistas do INSS, o total não pode passar de 40%. Cada cartão consignado (de crédito e de benefício) usa 5%, então quem usa os dois cartões fica com 30% para o empréstimo (30% + 5% + 5% = 40%). Vale sempre confirmar o valor disponível antes de contratar, porque parte pode já estar comprometida.
Como faço para consultar a minha margem disponível?
Quem é do INSS pode ver pelo aplicativo ou site Meu INSS, no extrato de empréstimos. Servidores consultam no portal do consignado do seu órgão. Se preferir, a gente consulta com você e já mostra quanto dá para contratar sem estourar a margem.
O que acontece se a minha margem já estiver toda usada?
Não significa que você está sem saída. Muitas vezes dá para fazer a portabilidade de um contrato caro para um mais barato — o que reduz a parcela e libera margem — ou um Check-Up dos seus contratos para encontrar espaço. Contratar acima da margem não é permitido.
Cartão consignado também usa a margem?
Sim. No INSS, dentro do limite de 40%, há 5% para o cartão de crédito consignado e 5% para o cartão de benefício — 10% no total. Por isso, quem usa os dois cartões fica com 30% para o empréstimo. Em outros convênios, esses percentuais mudam.
A margem é sobre o valor bruto ou líquido?
O cálculo usa a sua renda de referência conforme as regras do convênio (para o INSS, o valor do benefício). Como h á descontos e particularidades de cada órgão, o mais seguro é consultar a margem oficial antes de fechar qualquer contrato.
📚 Fontes oficiais consultadas
- Lei nº 10.820/2003 — desconto em folha (consignação)consultado em 12/07/2026
- INSS — Empréstimo consignado (gov.br)consultado em 12/07/2026
- Meu INSS — consulta de margem e contratosconsultado em 12/07/2026
🕐 Histórico de atualizações
- 12/07/2026 — publicação original.
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Veja também: Tudo sobre crédito consignado.

